quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Fim
Quatro semanas. Eu tomei um susto quando ouvi isto, e não demorou para a melancolia se instaurar. Posso parecer dramática ou o que for, mas a tristeza pelo fim supera o cansaço. Na verdade o que eu realmente queria era novos lugares com as mesmas pessoas. Ou talvez nem isso: a antiga grama, o frio cortante do alto da cidade, mas com mais tempo para conhecer melhor as pessoas que em quatro anos eu apenas comecei a compreender. Porque gente é complexa e encantadora demais pra ser desvendada tão rápido.
Vem o medo de ter deixado as coisas pela metade; de não ter aproveitado o suficiente; não ter dito algumas palavras necessárias. A própria expectativa no futuro, e as poucas chances de errar que você vai ter a partir de agora. O amanhã está na porta, cheio de despedidas. E a esperança de que esta nova fase comece com a presença e o apoio de quem esteve ao seu lado esse tempo todo, para que esse presente, quando se torne passado, seja lembrado com um sorriso no rosto e a sensação de missão cumprida.
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