sexta-feira, 26 de abril de 2013

50%, mais um filme subestimado em Hollywood

 

Ontem terminei de assistir um dos filmes mais legais de 2013, senão o melhor (até agora, pelo menos): 50% ou 50/50, que conta a história de Adam, um rapaz de apenas 27 anos que descobre estar com um tipo raro de câncer. Adam é interpretado pelo lindo, fofo e completamente talentoso Joseph Gordon-Levitt (também conhecido como o carinha de 500 Dias Com Ela). Sou meio suspeita para falar dos filmes dele, já que nutro uma paixonite aguda pelo moço, mas nas resenhas do Filmow eu não fui a única a achar 50% uma obra incrível.

Joseph lindo, fofo, meu amô Gordon-Levitt

    É difícil resenhar o filme sem contar detalhes importantes do roteiro, por isso preferi analisar certos pontos que não irão prejudicar ninguém quando assisti-lo. Adam, após descobrir sua doença, conta com o apoio de algumas pessoas, dentre elas o seu melhor amigo. O cara, interpretado por Seth Rogen, é irritante, mas também sabe ser um companheiro e tanto. Outra personagem importante é a analista de Adam, uma jovem inexperiente mas que tenta dar o seu melhor, algumas vezes com pouco sucesso. Ela é interpretada por Anna Kendrick, que fez Crepúsculo e Amor Sem Escalas (quero ver há muito tempo), pelo qual foi indicada ao Oscar.


    Acho que o que me prendeu tanto à 50% foi a simplicidade do roteiro e das atuações. Sem grandes momentos cheios de caretas de dor, como alguns dos "famosões" da Academia; sem belezas arrebatadoras (exceto a namorada de Adam, que faz a nossa alto-estima cair num poço de elevador). Outro ponto importantíssimo foram as sensações que o personagem de Gordon-Levitt (lindo, fofo,nhonhonho... ok, parei a babação de ovo) passava: dava para você sentir a evolução de uma certa depressão no personagem. As emoções dele eram muito palpáveis, apesar de interpretadas quase sempre com discrição. Sabe quando algum conhecido está aparentando não estar bem, mas não fala nada a respeito, apesar de você perceber a tristeza? Era exatamente assim, como se estivéssemos próximos dele.


    Não posso falar mais, para não acabar dando spoiler. Ao final, percebi que 50% é um filme agridoce, que se aproxima bastante do que aconteceria na vida real. Mas tampouco é um filme deprimente. É uma daquelas coisas que você assiste e fica pensando por algum tempo, sem chegar a conclusões "fechadas" sobre os acontecimentos. É por isso que o achei bem parecido com a vida: ele é cheio de nuances.


UPDATE:

    Me lembrei que não coloquei o trailer, parte fundamental para que vocês sintam um gostinho do quão legal é este filme. E no vídeo que está abaixo ainda tem um recadinho do ator/produtor Seth Rogen sobre 50%:






domingo, 21 de abril de 2013

Sobre mudanças, saudades, e tudo aquilo que a gente tem que enfrentar

    Deve ser estranho entrar em um blog que tinha um nome meio (ok, totalmente) sem pé nem cabeça, e descobrir outro, completamente diferente. A razão da mudança é que eu parei de ver sentido no antigo título, "A Vida Secreta das Abelhas". Muitos de vocês provavelmente nunca entenderam o nome, e tenho que confessar que até eu criava uma explicação toda besta para explicar. Tirado de um filme (que nem é um dos meus preferidos), havia escolhido aquele título apenas porque eu gosto de nomes compridos e estranhos: "Como Água Para Chocolate", "Tomates Verdes Fritos", "Desculpa se Te Chamo de Amor". O fato é que essas estranhezas sempre chamaram a minha atenção e me davam vontade de ler/assistir o dito cujo. Daí a colocar uma frase sem sentido no título de um blog que estava começando em 2010, foi um pulo.
   Isto aqui, durante um tempo, foi uma espécie de catarse para mim. Com ele, perdi o medo de mostrar o que eu escrevia, algo que hoje considero muito importante. Já pensei em usá-lo como ferramenta para realizar um suposto sonho de me tornar jornalista (e que hoje nem tenho mais certeza, visto que também adoro o que passarei a cursar em alguns dias) e para alguns outros objetivos que tenho um pouco de vergonha em dizer.
    Mas o tempo passa e hoje, cada vez mais insatisfeita com o rumo para escrever que eu estava tomando; e pensando há algum tempo em mudar o foco disto aqui para algo com mais "entrega" (e deixar de lado a vergonha), resolvo mudar o nome. A razão? Ainda estou pensando. Mas ele agora faz muito mais sentido para mim, e não é nem um pouco reducionista. Liberdade, enfim. "Um Pouco do Tanto" por algum motivo me remete à Leminski, um dos poucos poetas que realmente gosto (desculpa, mundo). E principalmente significa apenas um compartilhamento das pequenas coisas que compõem o muito que a gente (no caso, euzinha) guarda.
    Tenho que confessar que é bem estranho falar desses motivos assim, publicamente. E de maneira muito irônica, eu ainda mantenho um lugar para escrever, mesmo tendo esse bloqueio para falar de mim de uma maneira meio "aberta" (eu sei perfeitamente o motivo disto, mas ele não cabe aqui). Mas essas coisas a gente aprende a lidar, principalmente porque é algo que é necessário enfrentar. Fiquem, então, com o novo nome do meu bebê (pensamento idiota do dia: acabei de imaginar se, caso eu tenha filhos, eu enjoe e tenha vontade de mudar o nome deles, como aconteceu aqui). E até a próxima!



P.s: revisei correndo. Qualquer erro muito absurdo/vergonhoso/ridículo eu conserto depois :P