segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dessas coisas clichês


Ufa, finalmente um tempo sossegada. Admito que meu sumiço aqui foi em parte por preguiça, em parte por uma imensa falta de inspiração, em parte por falta de tempo. Já desisti de fazer desse blog qualquer coisa que me permita ganhar brindezinhos e prestígio, até porque administrar tudo isso me daria um trabalho retado, e tudo o que eu mais quero agora é sombra, dança, música, amigos, livros e água fresca. Também estou menos reticente quanto a essa coisa de me expor demais aqui, mas isto é algo a se pensar direito.
Enfim, 2011. Tinha uma expectativa imensa de você. Metade por 2010 ter sido tão incrível, e a outra metade por causa daquela miséra chamada horóscopo. Sim, sou dessas. Mas você não se revelou quase nada do que eu tinha imaginado. Minha vida acadêmica foi medíocre, passei por muitas e não muito boas, e reavaliei toda, eu disse TODA a minha vida. Mas agora nesse finalzinho as coisas melhoraram. Ainda estou com um medo tremendo de me perder de mim, de me afastar de umas pessoas por causa de outras, de cometer esse erro gigante que eu já vi tantos cometendo. Mas devagarzinho eu vou tentando conciliar os amores de sempre e os novos, e administrando minhas mudanças internas. Acho que você pode me ajudar muito. Como disse uma pessoa incrivelmente especial, a gente sempre vai ter inseguranças.
2012 trás consigo alguns medos: será que eu realmente devo sair daqui para fazer faculdade? ; esse curso é o certo? ; e as pessoas que estiveram comigo nesses últimos três anos: quais os meus erros e acertos com elas? ; como levá-las para sempre?.
Mas eu também não tenho grandes expectativas, o que geralmente é bom na minha vida. As melhores coisas acontecem quando a gente menos espera, né não? Mas de qualquer forma, obrigada, 2011, por não ter me dado nada além do que eu suporto carregar. Você doeu, mas me trouxe bons aprendizados. E por favor, 2012, seja não bonito, mas lindo.


P.s: dedicado à Vanderson xD


domingo, 4 de dezembro de 2011

É você, menino (Parte I)

Mas é que você, menino, me dá uma vontade louca de ficar por perto do seu perfume bom, e tem uma ambiguidade que ao mesmo tempo que me assusta, sempre de puxa de volta à você. É porque como eu já te mostrei minha alma - esse monte de palavras confusas - , tenho medo de você descubra de quem eu falo, e venha com toda a sua segurança até mim, tentar saber se é verdade. É que eu não queria me declarar. Tenho ao mesmo tempo a certeza de que gosto de você, e a dúvida sobre outras pessoas. Talvez seja só a vontade de me apaixonar daquela mesma maneira sobre a qual eu tantas vezes já te contei, mas na verdade acho que não, por mais confuso que possa parecer. É só que eu mudei, e esse meu sentimento por você veio bem nessa época de transformações.



[Talvez continue, talvez não, tudo depende do que eu sentir]

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eu e o mundo


A verdade é que já viajei muito nos sonhos. Por Berlim, Macau, Los Angeles, e aquela cidadezinha no interior do Maranhão. Em cada um desses lugares, conheci gente apaixonante, lugares apaixonantes e me tornei um pouquinho mais piegas com tudo isso que chamam de vida. E também dei origem a meu maior sonho: o mundo. Novas experiências, aprendizado, e perceber o verdadeiro valor das coisas. Porque humano é bicho burro que só lamenta depois que perde.
Mas o verdadeiro motivo é que a vida é pequena demais pra que a gente não faça dela extraordinária. Por isso eu preciso conhecer muita gente, me arriscar o tempo todo, e não ter medo de se ferir. Porque eu não tenho (uma frase que eu li em algum lugar e ficou na minha cabeça: "posso ter todos os defeitos, mas nunca me faltou coragem" - apesar de todos esses medos e paranóias absurdas que povoam a minha cabeça).
E, mesmo mancando, vou continuar correndo atrás. Feliz; triste; animada; magoada ou que quer que seja, a melhor maneira de sarar é seguir em frente. Não importa o quanto clichê seja, isso sou eu (e a vida também).

domingo, 30 de outubro de 2011

A vida, o universo, e tudo o mais*


Você pesquisa. Lê Cláudias, Novas e Caprichos procurando algum conselho. Acompanha o horóscopo, e qualquer dúvida vai no Yahoo Respostas. Tudo para tentar se planejar e fazer da vida aquilo que você quer que ela seja.
E quando a surpresa vem você se desespera, chora e perde noites de sono em vão. Porque depois você percebe que nada é como você quer. Não são os astros, pois se fosse, João Bidu acertaria. Não é o destino, porque então suas escolhas não teriam grande importância. E você nunca amadureceria. Não é o acaso, porque se fosse você não sentiria aquela coisa gostosa de que conhece uma pessoa há anos, mesmo aprendendo o nome dela hoje. Aí você me pergunta: "E Deus?". E eu te digo que também não é ele, pois como todo bom pai, ele não te dá as respostas, e sim te ensina a pensar. Te faz aprender com seus erros, e dá conselhos no momento certo.
O que movimenta o mundo são as ações. As suas, e as dos que vieram antes de você. Santos Dumont não teria construído o avião se pessoas antes dele não quisessem ter desbravado os ares, a partir dos balões. Eu não estaria escrevendo este texto, se algumas minúsculas escolhas não tivessem colocado meus pais no mesmo ônibus. A maioria chama isso de acaso. Eu chamo de força das escolhas e combinada a ela, a lei da afinidade, que outros nomeiam destino.
Isso aumenta nossa responsabilidade, mas também a magia. É fascinante saber que você tem milhões de opções, e que nem tudo está perdido na primeira dificuldade. Se o plano A falhar, você ainda tem 25 letras para tentar. E isso só no alfabeto latino.

* Título descaradamente copiado de um dos livros da série O Guia do Mochileiro das Galáxias

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

[Deliciosamente Insano] O Símbolo Perdido - Dan Brown



A despeito de tudo o que se diz de Dan Brown, não se pode negar que o cara é inteligente. Uma pessoa que escreve cinco livros, todos tratando de assuntos polêmicos, e ainda consegue criar um enredo bem encadeado e que prenda o leitor, no mínimo é MUITO talentosa.
E que se danem os teóricos da conspiração, os extremamente religiosos e conservadores, eu AMO os livros dele. E não, de suas obras a minha preferida não é O Código da Vinci, esse posto é de Fortaleza Digital (não me perguntem o por que, já o li há séculos! haha :x).
Tenho uma "Teoria do Dan". Algum de vocês já reparou que nos livros dele certos "fatores" se repetem? Primeiro: Em todo prólogo (exceto o de O Símbolo Perdido) alguém morre, e não se cita o nome dessa pessoa. Segundo: o protagonista SEMPRE tem algum trauma de infância, que será enfrentado no decorrer da história, geralmente no clímax.. Terceiro: um casal, e uma mulher bela e inteligente (adoro isso! :D).
Após toda essa enrolação (é o sono, minha gente!) vou "analisar" o que eu achei. (Um parênteses de revolta: EU COMPREI ESSE LIVRO DE 28 REAIS E QUANDO CHEGUEI EM OUTRA LOJA ESTAVA DE 14! QUATORZE FUCKING REAIS!!! EU PODERIA TER COMPRADO OUTRO LIVRO!!!! Obrigada pela atenção.)

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Pois bem. Em primeiro lugar, o Símbolo Perdido é muito mais didático que os outros livros do tio Dan. Mas como assim? Todas as informações, códigos e tudo o mais são bem explicadinhos, como se ele não quisesse nos deixar confusos (lembro que na época de O Código da Vinci eu me transformei n'A Louca dos Códigos: passei semanas tentando criar anagramas e estudando os Números de Fibonacci. Sério.).
Sobre a suposta "polêmica" do livro, que é a Maçonaria, tive uma bela surpresa: melhorei, e muito, meu conceito sobre a Ordem. Eu não desgostava, simplesmente era indiferente à todas aquelas idiotices que algumas pessoas falam ("é do diabo" , "eles comem criancinhas" e o escambau). Ainda tenho muita curiosidade, mas achei alguns dos "ensinamentos" realmente muito legais.
Em resumo ele prende, diverte, e é bom para abrir a mente e aprender algumas coisas. Não é o melhor de Dan, porém vale o dinheiro (mas POR FAVOR, pesquisem o preço antes!).





domingo, 4 de setembro de 2011

Conforto



Tem pessoas que nos deixam automaticamente mais à vontade. Pode ser pelo sorriso acolhedor; pelo costume de dar conselhos sinceros quando os outros tem medo, ou pelas brincadeiras "sujas" que te fazem perceber que sim, com ela você pode ser tão esquisito quanto quiser, pois sempre vai haver alguém mais estranho.
Esse tipo de gente, que não te sufoca com cobranças relativas a um aspecto mínimo de sua personalidade, faz a gente ter vontade de ser quem se é, e não fingir que é menos "nerd" ou mais brincalhão, pois você será naturalmente divertido pela tranquilidade que ela te passa.
Vocês podem nem se conhecer direito, mas vai haver uma necessidade de ser amigo, de só estar junto, falando qualquer coisa aleatória, mas que no fundo expõe mais do que um grande segredo.
Com alguém assim, o encontro acontece toda hora. Não fisicamente, mas sim a vontade de conversar. Você não precisa, mas quer estar perto. É esse tipo de gente que eu quero me tornar.

sábado, 27 de agosto de 2011

Tempo - raiva - confusão


Tempo
Passam os meses, e quem antes te entendia agora é quase um estranho, cuja única função é te deixar triste com comentários e ironias desnecessárias.

Raiva
A vontade é de bater, encher a cara da pessoa de feridas, para que ela finalmente saiba como você se sentiu com o desprezo dela.

Confusão
"Será que a culpa não é minha?" ; "O que eu fiz?" ; "Qual o meu problema?" ; "Pode ser só uma fase..." ; "Por que diabos ela(e) é assim com fulana(o) e não é comigo?" ; "Por que não fala na cara?".

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nenhuma certeza além de continuar



Esse é mais um exercício de coragem. Para tentar entender o que não pode ser entendido. Sem revisões, direto na caixa de texto, e nenhuma pretensão de soar bonito ou poético. Porque a beleza, só eu vejo; a poesia, foi o que eu vivi, e com um pouco de imaginação tudo pode ficar melhor. Isso não faz sentido para ninguém além de mim.

domingo, 14 de agosto de 2011

Aleatório II ou O disco tá enganchado


E dizem que pra fazer os outros se interessarem por nós, precisamos ignorar. Fingir que não estamos nem aí. Mesmo estando. Eu não consigo. Meus silêncios são verdadeiros, minhas histerias também. Se o preço que eu tenho de pagar por estar sempre perto das pessoas é o abandono a curto, médio ou longo prazo, pagarei. O mal do mundo é a falta de entrega, de verdade, de paixão. O resultado se vê aí. Não serei fria contigo com a desculpa manjada do “não dou moral”. Se estou agindo assim, ou verdadeiramente não gosto de você, ou estou passando por um momento difícil. Mas não me pressione a falar, porque aí serei verdadeiramente grossa. Mas minhas desculpas posteriores serão sinceras, assim como minha tentativa de controlar esse meu gênio ruim. Com você serei verdadeira da cabeça aos pés, mesmo que para mim eu não seja. Nem você. Nem o mundo inteiro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Para não esquecer


“Quando uma coisa é para ser, não tem hora ou lugar”. Nessa fase totalmente confusa da minha vida, na qual eu ando me decepcionando, percebendo o que pode ser eterno e o que é superficial, é que mais acredito nesta frase. E olha que antes eu a odiava! Com minha cabeça-dura vivia repetindo que “não, é a gente que faz nosso destino”. O que não deixa de ser verdade, pois do contrário íamos ser um bando de marionetes. Alienados. Mas pouco-a-pouco tenho aprendido que não adianta dar murro em ponta de faca. Tentou uma vez, ótimo, pontos pra você no jogo da vida. Mas ficar se martirizando, lambendo o chão, perder a sua dignidade em troca de algo ou (principalmente) alguém, é a pior coisa a se fazer.

Quando é pra você gostar de alguém, não adianta criar listas cheias de preferências. Tendo o nível de cretinice que for, você vai pensar no infeliz. Também não adianta fazer plástica no nariz, pintar o cabelo, tentar ser menos efusivo ou mais extrovertido. Quem vale a pena vai gostar de você apesar disso. Por causa disso.

Outro grande erro, na minha modesta e imatura opinião, é cair na armadilha do “não vou correr atrás”. É questão de encontro, meu querido. Amor é uma via de mão dupla, ninguém corre, ninguém espera. É coisa de você estar bem consigo mesmo, e saber discernir. O problema é que a gente se deixa levar pelas receitas de felicidade que nos dão. E esquecemos de que, para cada moléstia, há uma cura diferente.


P.S: Está sem nexo, mas eu precisava botar tudo isso em palavras. Era a única maneira de tentar entender.

domingo, 24 de julho de 2011

Aleatório I

E com o tempo a gente aprende a não demontrar, mesmo explodindo por dentro. De alegria ou tristeza, tanto faz. E a ignorar por mais doloroso que seja, porque se for externalizar qualquer coisa a amargura toma conta e a alma de criança voa. E a gente vive assim, amarrando as asas de nossas borboletas só pra não tirarem da gente o sonho infantil. Planejando cada coisa nos mínimos detalhes para quando der certo poder se lambuzar daquele sentimento. E se depois der errado finjir para o mundo a farsa do “a fila anda”. Mas em fila de sentimento não tem organização, não tem hora predeterminada para entrar ou sair. Porém insistimos a zombar dos nossos instintos para que os preservemos, por mais contraditório que seja. Queremos ser lineares, com início, meio, fim, e situações claras para lidar. Mas se nem o mundo é assim, por que a gente haveria de ser?

sábado, 16 de julho de 2011

Uma quase-carta para um outro pedaço de mim



Tenho que te confessar uma coisa: eu não presto. Talvez você já desconfiasse, por essa minha maneira sanguinária pela qual eu assisto filmes de terror, falo mal de algumas pessoas ou seco outras com o olhar. O que você não percebeu é que eu não tenho medo de reconhecer os sentimentos ruins que carrego. Não pense que me orgulho deles, muito pelo contrário, me sinto suja e vulgar a cada palavra venenosa dita ou pensada. A diferença é que só o fato de reconhecê-los já me torna muito mais pura do que gente por aí, que só alimenta esse bichinho que insiste em roer o fígado, as entranhas, a alma, o coração. E quando percebe está dominado por eles. Eu os torno meus inimigos declarados (e inimigos, você sabe, se não mexessem com a gente não teriam tanto espaço em nossa vida), e a cada vez que eu percebo que estou sendo manipulada por essas criaturinhas, eu tento virar o jogo.

Você sabe que eu sempre fui meio geniosa: choro por besteiras, dou importância à coisas pequenas demais e me irrito fácil. O que nunca te passou pela cabeça é o quanto isso me dói. A quantidade de coisas que eu tive que perder para entender que, se eu estou em paz, o mundo colabora, simplesmente porque ele não aguenta mais ver tanto rancor. E é essa amargura, cultivada por quem guarda seus maus sentimentos, que rega a intolerância. Que se mostra por meio de uma ironia, de um olhar, de um menear de cabeças. E se escancara uma hora ou outra, através da falta de consideração que vai minando cada relacionamento. Tem gente, meu caro, que fala de amor, mas não vive o que diz.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

7 segundos para o fim do mundo


Eu quero tudo. Dito assim, no seco, até parece um daqueles ataques de menininhas mimadas, porém repito, dessa vez com mais furor: Eu quero tudo.
Será pecado, crime ou sei-lá-o-quê querer viver incansavelmente, aproveitando todas as oportunidades? Quero comer até a barriga doer; ler cada livro de cada estante a qual eu tiver acesso; ouvir cada música que chegar aos meus ouvidos; meus braços amolecerem de tantos abraços que eu dei; sentir o vento oriundo de cada estrada pela qual passei; e o gosto de cada lágrima arrancada deste coração mole, seja ela de tristeza ou de alegria.
Preciso que cada pessoa que marcar a minha vida ouça um "Eu preciso de você" ao menos uma vez, e que eu provoque aquele riso tão raro em uma pessoa machucada. Vou subir ao topo daquela montanha só para ver o pôr-do-sol, e abrir mão das minhas dores para cuidar da dor de alguém.
Eu preciso aprender, preciso viver, quero conhecer muita, muita gente, e reconhecer os meus amigos pelo perfume. Quero o céu e o inferno, a dor e o prazer, o riso incontrolável.
Preciso do tudo e também do nada, não como alguém que vai morrer amanhã, mas sim como quem acabou de nascer.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

carry on

Esquecer. Deixar ir embora. Amar um outro alguém. Se amar de outra forma. Perceber seus erros onde antes só se via acertos. Ouvir as músicas de tempos passados, que apesar de bons, você não quer relembrar. Porque doem. E doem porque você era um outro alguém, sem todas as quinas de agora. De uma época em que você não esbarrava em si mesmo. É o momento de se perdoar. De deixar passar, de ser mais leve, de viver suas palavras. Esquecer as espectativas, principalmente as suas. As do mundo você ignora. A gente ignora tanta coisa nessa vida, mais uma não faz diferença, não é mesmo? Chegou a hora de enfrentar seus fantasmas. Olho no olho.


Ao som de Belle and Sebastian, "The Boy With the Arab Strap".