“Quando uma coisa é para ser, não tem hora ou lugar”. Nessa fase totalmente confusa da minha vida, na qual eu ando me decepcionando, percebendo o que pode ser eterno e o que é superficial, é que mais acredito nesta frase. E olha que antes eu a odiava! Com minha cabeça-dura vivia repetindo que “não, é a gente que faz nosso destino”. O que não deixa de ser verdade, pois do contrário íamos ser um bando de marionetes. Alienados. Mas pouco-a-pouco tenho aprendido que não adianta dar murro em ponta de faca. Tentou uma vez, ótimo, pontos pra você no jogo da vida. Mas ficar se martirizando, lambendo o chão, perder a sua dignidade em troca de algo ou (principalmente) alguém, é a pior coisa a se fazer.
Quando é pra você gostar de alguém, não adianta criar listas cheias de preferências. Tendo o nível de cretinice que for, você vai pensar no infeliz. Também não adianta fazer plástica no nariz, pintar o cabelo, tentar ser menos efusivo ou mais extrovertido. Quem vale a pena vai gostar de você apesar disso. Por causa disso.
Outro grande erro, na minha modesta e imatura opinião, é cair na armadilha do “não vou correr atrás”. É questão de encontro, meu querido. Amor é uma via de mão dupla, ninguém corre, ninguém espera. É coisa de você estar bem consigo mesmo, e saber discernir. O problema é que a gente se deixa levar pelas receitas de felicidade que nos dão. E esquecemos de que, para cada moléstia, há uma cura diferente.
P.S: Está sem nexo, mas eu precisava botar tudo isso em palavras. Era a única maneira de tentar entender.