sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Aí eu entendi. Que tudo aquilo que eu tinha construído até hoje, não era mais nada"

    Este é um vídeo antigo (2011, acho) que eu já estava pensando em postar aqui há algumas semanas. Mas como vieram as aulas na faculdade (Psicologia ainda vai me deixar doida, gente! Kkkk) e só hoje eu consegui tempo, tomei vergonha na cara e resolvi vir aqui.
    Não poderia ser em um dia mais significativo. Hoje é Dia Internacional Contra a Homofobia. "Aaaah, esse povo só fala de preconceito, que saco!", você talvez esteja pensando. Mas isto não é apenas sobre preconceito. É sobre se colocar no lugar do outro, e perceber que estar na pele dele/dela pode ser muito difícil, correndo o risco de, a qualquer momento, ser execrado por alguém que ama ou apanhar na rua.
    Nunca me esqueço do dia em que alguém muito próximo me disse que preferia ter nascido diferente. E confessou, inclusive, que em determinada ocasião pensou em tirar a própria vida. Aquilo doeu em mim, saber que alguém que você gosta tanto e torce pela felicidade passa por tanto sofrimento, simplesmente por ser quem é.
    O vídeo (acho que posso chamar de curta) convida justamente à isso: exercitar a empatia. Ninguém precisa concordar, mas RESPEITAR é absolutamente necessário. Ouvir o outro, saber o que ele sente, mesmo que não concorde. Ter a consciência de que você nunca sabe o que se passa dentro de outra pessoa e, justamente por isso, não tem o direito de julgá-la, tolher a sua liberdade. Uma das coisas que eu considero mais lindas são pessoas que, independentemente da religião/religiosidade, respeitam o outro, mesmo em coisas com as quais não concordam, pois sabem que aquilo diz respeito apenas à vida daquela pessoa.
    Eu tenho vontade de mostrar esse vídeo pra todos os amigos que sofrem por esconder quem são, mas creio que todo mundo, de todas as orientações e religiões, deve assisti-lo. Foi esse exercício de pensar "Se fosse comigo, como eu me sentiria?" que me ajudou, e ainda tem me ajudado a desconstruir meus preconceitos e me faz, dia a dia, entender que, se o que o outro faz não prejudica a ninguém, aquilo diz respeito apenas a ele(a). São 18 minutos muito bem aproveitados. Eu chorei o vídeo inteiro, só pra constar. :)



Obs: o título do post foi tirado de uma das falas do vídeo que mais me marcou.



quinta-feira, 2 de maio de 2013

[No Repeat] Cícero canta Barely Legal, dos Strokes

Cícerozinhoinhoinhofofinhotalentosinhocutecute (não me julguem)

    Estou surpresa que eu tenha demorado tanto a descobrir a coletânia This Is Indie, organizada pelo site Rock'n'Beats. Lançada em 2011 em homenagem aos 10 anos de lançamento do álbum Is This It, do The Strokes, a obra conta com vários artistas brasileiros, a maioria pouco conhecida do grande público. Ainda não tenho como dar um parecer sobre o disco completo (pretendo fazer isso outro dia), porque eu estou simplesmente MUITO viciada no cover de Cícero (aquele das músicas extremamente fofas do disco Canções de Apartamento).
   Barely Legal é simplesmente uma das melhores canções do Is This It. E olhe que este é um dos melhores álbuns da década de 90 (na minha leiga opinião, além da de vários críticos, MUAHAHA). Minha vontade, quando a ouço, é sair dançando e gritando que tem uma louca. Só não faço isso porque, bem, geralmente tem gente por perto e eu ainda tenho um pouquinho de dignidade a zelar. :D
   Apesar de mais calminha, o cover de Cícero conseguiu manter toda a "eletricidade" da versão original. Talvez seja apenas o "jeito Strokes de ser", naturalmente cheio de juventude, não importa quão MPB seja o artista que cante aquela música. Está sendo simplesmente impossível escolher entre a versão original e a de Cícero. Por ora, eu fico com a desse rapaz, dono das canções mais lindas que eu ouvi nos últimos meses: